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publicado em 2026-01-19

Ponte da Integração opera sem acessos concluídos e provoca reação no Paraguai.

 

Transporte de caminhões ocorre enquanto corredor logístico só deve ficar pronto em 2027.

 

 

Protesto no Paraguai solicita fechamento da Ponte da Integração por falta de acessos.

 

Moradores da cidade paraguaia de Presidente Franco programaram para esta segunda-feira (19) um protesto na rotatória do bairro Tres Fronteras, nas proximidades da Ponte da Integração, que liga o município a Foz do Iguaçu (PR). A manifestação solicita o fechamento da ponte, parcialmente aberta desde 20 de dezembro, até que as obras de acesso em território paraguaio sejam concluídas.

O ato conta com o apoio de entidades da sociedade civil organizada e está previsto para começar às 17h. Entre as instituições participantes está o Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran).

 

Trânsito restrito ainda gera impactos

Atualmente, o tráfego na Ponte da Integração está autorizado exclusivamente para caminhões vazios, com travessia permitida apenas no período noturno. Mesmo com essa limitação, os moradores afirmam que a movimentação já causa transtornos significativos à cidade.

Segundo os manifestantes, Presidente Franco não dispõe de infraestrutura viária adequada para absorver o fluxo de veículos pesados, resultando em congestionamentos, desgaste das vias urbanas, riscos à segurança viária e prejuízos à qualidade de vida da população local.

 

Corredor Metropolitano segue inacabado

O projeto original da Ponte da Integração prevê que o acesso de caminhões ocorra por meio do Corredor Metropolitano del Este, um anel viário projetado para desviar o tráfego pesado da área urbana. No entanto, a obra tem previsão de conclusão apenas para 2027, obrigando, por ora, a utilização de rotas alternativas que atravessam o centro de Presidente Franco.

Ao jornal ABC Color, o engenheiro Rogelio Rodríguez, integrante do Codefran, afirmou que a entidade alertou repetidas vezes sobre os riscos da abertura antecipada da ponte.

“Há mais de dois anos estamos advertindo que essa situação ocorreria. As autoridades ignoraram os pareceres técnicos e, sob pressão política, autorizaram a passagem, provocando o caos que hoje enfrenta Presidente Franco”, declarou.

 

Posições divergentes na região fronteiriça

Na semana passada, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este divulgou nota defendendo a abertura total da Ponte da Integração, com o objetivo de aliviar o tráfego da Ponte da Amizade e impulsionar o comércio regional.

A posição contrasta com a das entidades de Presidente Franco, que defendem a suspensão do tráfego até que as obras de acesso estejam finalizadas e operacionais, evitando impactos urbanos e sociais.

 

Medidas paliativas para caminhoneiros

Como tentativa de reduzir parte dos problemas, a Administração Nacional de Navegação e Portos (ANNP) do Paraguai habilitou, no último sábado (17), um pátio de espera para caminhões, onde os motoristas podem aguardar até o horário autorizado para a travessia.

De acordo com as autoridades paraguaias, o espaço com área equivalente a 28 campos de futebol  ainda está em fase de conclusão, mas já oferece melhores condições de organização e descanso aos caminhoneiros.

Apesar da medida, líderes comunitários reforçam que o pátio não resolve o problema estrutural, uma vez que o Corredor Metropolitano del Este segue incompleto. O trecho mais atrasado da obra é a nova ponte sobre o Rio Monday, que apresenta cerca de 30% de execução.

 

Impacto regional

A Ponte da Integração é considerada estratégica para o escoamento de cargas e para a integração logística entre Brasil e Paraguai. No entanto, a abertura parcial, sem a conclusão das obras complementares, segue gerando debates e tensões entre autoridades, empresários e moradores da região de fronteira.

 

 

 

 

 

 

Fonte e Foto: www.gazetadopovo.com.br/ Marketing SindiFoz.

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