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publicado em 2026-02-04
BNDES aprova R$ 1,3 bilhão em crédito para modernização da frota de caminhões.
Programa Move Brasil e já beneficia caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas em mais de 500 municípios.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 1,3 bilhão em financiamentos para a renovação da frota de caminhões em apenas um mês de operação do programa BNDES Renovação da Frota, iniciativa que faz parte do Move Brasil, política de mobilidade verde lançada pelo governo federal.
Em janeiro, foram realizadas 1.152 operações de crédito, com tíquete médio de R$ 1,1 milhão, atendendo caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas em 532 municípios, distribuídos por todas as regiões do país. Os recursos podem ser utilizados na aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, bem como de seminovos fabricados a partir de 2012, caso atendam às exigências ambientais do Proconve 7.
O avanço do programa reacende no centro da agenda econômica a discussão sobre a idade da frota nacional de caminhões. No Brasil, a frota possui idade média de aproximadamente 13 anos, com milhares de veículos em circulação há mais de duas décadas. Esse cenário representa desafios históricos para o setor, como maior custo operacional, menor eficiência logística, aumento de emissões e riscos à segurança viária.
Lançado em dezembro de 2025, o Move Brasil conta com um volume total de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões oriundos do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões captados pelo BNDES a taxas de mercado. As condições de financiamento incluem juros estimados entre 13% e 14% ao ano, prazo de pagamento de até 60 meses e carência de até seis meses, com limite de R$ 50 milhões por beneficiário.
Do montante total disponível, R$ 1 bilhão foi reservado exclusivamente para caminhoneiros autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas, reforçando o foco social e produtivo da iniciativa. A autorização para o uso de recursos do Tesouro foi concedida por meio da Medida Provisória nº 1.328, publicada em dezembro de 2025.
Diante da forte adesão inicial, o governo federal avalia transformar o Move Brasil em uma política pública permanente. Durante evento em comemoração aos 90 anos do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo (Setcesp), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a intenção é consolidar o programa como uma ação estrutural de longo prazo.
“O limite hoje é o teto do recurso, os R$ 10 bilhões. Mas o governo já trabalha para tornar esse programa perene, nem que seja mais para frente, porque precisamos retirar de circulação os caminhões Euro 0, Euro 2 e Euro 3”, destacou o vice-presidente.
Até a semana passada, o programa já havia liberado R$ 602 milhões em crédito, com 515 contratos fechados, o que representa cerca de 6% do total disponível. Para Alckmin, o desempenho inicial demonstra o potencial da iniciativa para estimular o mercado, modernizar o transporte rodoviário de cargas e fortalecer a indústria nacional.
O vice-presidente ressaltou ainda que a renovação da frota traz impactos diretos sobre a redução do custo logístico, a segurança nas rodovias, a diminuição das emissões de poluentes e a geração de empregos. “Melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes, polui menos e gera emprego”, afirmou.
Segundo o governo, a estimativa inicial de venda adicional de cerca de 6 mil caminhões pode ser conservadora, especialmente diante do crescimento da produção agrícola, da retomada gradual da atividade econômica e do aumento do comércio exterior.
Atualmente, o Brasil possui a sexta maior indústria de caminhões do mundo, e a ampliação do acesso ao crédito é vista como estratégica para sustentar a atividade do setor, sobretudo em um cenário ainda marcado por juros elevados e demanda desigual entre os diferentes segmentos do transporte rodoviário de cargas.
Fonte e Foto: Transporte Moderno – BNDES – Via NTC&Logística / Marketing SindiFoz.