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publicado em 2026-02-06
Recorde histórico no Porto Seco de Foz reforça papel da fronteira como eixo logístico do Mercosul.
Crescimento de 13,86% consolida o recinto como o principal centro logístico rodoviário de comércio exterior da América do Sul.
O Porto Seco de Foz do Iguaçu alcançou, em 2025, o maior volume financeiro de sua história, com uma movimentação de US$ 9.799.617.735,01 na corrente de comércio exterior. O resultado representa um crescimento de 13,86% em relação a 2024 e reforça a posição estratégica do município como o mais importante hub logístico rodoviário da América do Sul.
Ao longo do ano, o recinto alfandegado processou 5.161.056,27 toneladas de mercadorias, envolvendo operações de importação e exportação entre Brasil, Paraguai e Argentina. Mesmo com uma redução de 5,31% no volume físico, os dados apontam avanço expressivo no valor financeiro das cargas, indicando uma mudança no perfil das mercadorias, com maior participação de produtos de alto valor agregado.
Do total movimentado em 2025, US$ 5,05 bilhões corresponderam às exportações brasileiras, com 1,69 milhão de toneladas, enquanto as importações somaram US$ 4,74 bilhões, totalizando 3,46 milhões de toneladas. A discrepância entre peso e valor reforça a presença crescente de produtos industrializados, eletrônicos, insumos agrícolas, máquinas e equipamentos de alta tecnologia, além de mercadorias destinadas ao agronegócio e à indústria de transformação.
Esse desempenho confirma o Porto Seco de Foz como um dos principais motores econômicos da fronteira e um elo fundamental das cadeias produtivas nacionais e regionais.
Outro indicador de destaque foi o fluxo de veículos de carga. Em 2025, o Porto Seco liberou 215.070 caminhões, um crescimento de 11,65% em relação ao ano anterior. O Paraguai concentrou 77,5% de todo o movimento, com 166.661 veículos, seguido pela Argentina, com 48.409 caminhões, evidenciando a centralidade de Foz do Iguaçu na integração logística do Mercosul.
As importações representaram 58,41% do tráfego total, enquanto as exportações corresponderam a 41,59%. Na prática, isso consolida Foz do Iguaçu como um dos principais portais de entrada de insumos estratégicos para o Brasil, abastecendo a indústria nacional e o agronegócio em diversas regiões do país.
A eficiência operacional também é um diferencial do terminal. O Porto Seco de Foz do Iguaçu é o único do Brasil a operar embarques noturnos de grãos a granel, prática que acelera o escoamento da safra, reduz gargalos logísticos e amplia a competitividade do agronegócio, especialmente em períodos de pico de produção.
Entre as mercadorias que passam pela fronteira estão soja, milho, trigo, fertilizantes, farinha, frutas, alho, vinhos, combustíveis, componentes industriais e eletrônicos, demonstrando a diversidade e a complexidade das operações realizadas no terminal.
Aliado ao desempenho expressivo de 2025, os investimentos em andamento apontam para um novo ciclo de crescimento da logística regional. A construção do novo Porto Seco, a Perimetral Leste, a modernização das aduanas e a plena operação da Ponte da Integração Brasil–Paraguai devem reduzir significativamente o tempo de liberação das cargas, atrair grandes operadores logísticos e melhorar a mobilidade urbana, ao separar o tráfego pesado do fluxo turístico.
Os números confirmam que o Porto Seco de Foz do Iguaçu não é apenas um corredor de passagem, mas um pilar estratégico do comércio exterior brasileiro, combinando controle aduaneiro rigoroso, eficiência operacional e desenvolvimento econômico na Tríplice Fronteira.
Fonte e Foto: MULTILOG - ASSOCIADO SINDIFOZ / MARKETING SINDIFOZ