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publicado em 2026-02-09

Renovação da frota de caminhões avança com nova linha de financiamento federal.

Iniciativa avaliada pela CNT promete reduzir emissões, aumentar a segurança viária e melhorar a eficiência do transporte de cargas.

 

Nova linha de financiamento impulsiona modernização da frota e eficiência do transporte rodoviário de cargas.

 

A nova linha de financiamento autorizada pelo governo federal para a renovação da frota de caminhões tem potencial para impulsionar significativamente a modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil, fortalecendo a eficiência operacional do setor e estimulando a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. A avaliação consta do Radar CNT do Transporte, Financiamento para a renovação da frota de caminhões, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) no último dia 5.

A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória nº 1.328/2025, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro de 2025, e destina R$ 6 bilhões para operações de crédito voltadas à aquisição de caminhões novos e seminovos. Segundo a CNT, a renovação da frota representa um avanço estrutural para o setor, com impactos diretos na produtividade, na redução de custos operacionais, no aumento da segurança viária e na diminuição das emissões de poluentes.

Estudos da Confederação indicam que a modernização dos veículos pesados de carga pode gerar ganhos ambientais de até 86,3%, a depender do volume de investimentos realizados, contribuindo relevantemente para a sustentabilidade do transporte e para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em corredores logísticos e áreas urbanas.

Quem pode acessar a linha de crédito

A linha de financiamento contempla transportadores autônomos de cargas (TACs), cooperativas, empresários individuais e empresas de transporte, com valor máximo financiável de até R$ 50 milhões por beneficiário. O prazo de reembolso pode chegar a 60 meses, incluindo carência de até seis meses, conforme as condições negociadas com a instituição financeira.

Para solicitar o crédito, os interessados devem procurar uma instituição financeira habilitada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Após a aprovação da operação, os recursos do financiamento serão compostos por 60% oriundos da Medida Provisória e 40% do BNDES.

A taxa de juros efetiva de cada operação varia de acordo com o tipo de caminhão (novo ou seminovo), o perfil do transportador, a composição dos recursos do financiamento e a retirada definitiva de circulação do caminhão antigo, que é um dos critérios do programa. Além disso, devem ser considerados custos adicionais, como a taxa de análise de crédito cobrada pela instituição financeira e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Avaliação da CNT

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, apesar de a iniciativa representar um avanço relevante para a modernização da frota e o aumento da eficiência do transporte de cargas, é essencial que a política pública tenha caráter permanente.

“É fundamental que essa política seja transformada em lei, com previsibilidade regulatória, segurança jurídica e garantia de recursos, para que a renovação da frota ocorra de forma contínua e planejada ao longo do tempo”, afirma.

O que determina a Medida Provisória

O programa estabelece critérios técnicos e ambientais rigorosos para o financiamento. No caso dos caminhões novos, são admitidos apenas veículos de fabricação nacional, devidamente cadastrados no BNDES e enquadrados nos padrões mais avançados de emissão do Proconve P8.

Para caminhões seminovos — restritos a pessoas físicas e cooperados — são aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012, enquadrados no Proconve P7, além do cumprimento de exigências específicas de rastreabilidade fiscal e documental, como comprovação de origem e regularidade do veículo.

As taxas de juros podem variar entre 7,25% e 9,75% ao ano, conforme o perfil do transportador, o tipo de veículo financiado e o atendimento às exigências de sustentabilidade. Esses percentuais não incluem custos adicionais, como IOF e tarifas bancárias, o que reforça a importância de uma análise técnica detalhada das condições ofertadas por cada instituição financeira.

Mais informações

O Radar CNT do Transporte destaca que a renovação da frota também contribui para a redução de acidentes, melhoria das condições de trabalho dos motoristas e maior competitividade do transporte rodoviário brasileiro no mercado interno e internacional.

 

 


Fonte e Foto: CNT - Divulgação / Marketing SindiFoz.
 

 

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