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publicado em 2026-02-10
Transporte de produtos perigosos se consolida como um dos mais seguros da logística nacional.
Treinamento contínuo e rigor regulatório mantêm o transporte de produtos perigosos entre os mais seguros do país.
O transporte rodoviário é a espinha dorsal do sistema logístico brasileiro, sendo responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, conforme dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Dentro desse cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se destaca por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional. Esse desempenho é resultado de um ambiente altamente regulado, aliado a um modelo operacional baseado na qualificação contínua de profissionais e no cumprimento rigoroso de normas técnicas.
De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções, que tratam da segurança, da prevenção de acidentes e da proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. Esse arcabouço normativo exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, garantindo atualização constante frente às mudanças regulatórias, tecnológicas e operacionais.
Para o presidente da ABTLP, Oswaldo Caixeta, a qualificação profissional é um dos pilares centrais da atividade.
“São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais padronizados, preparo para atendimento a emergências e, sobretudo, o cumprimento rigoroso das normas e legislações do setor. Desde 2010, a ABTLP promove treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, destaca.
Os avanços na gestão da segurança já se refletem em dados concretos. Segundo a ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo em 2025. O resultado está associado ao fortalecimento da fiscalização, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional, à adoção de tecnologias embarcadas, como sistemas de rastreamento, telemetria e monitoramento em tempo real, e à maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.
A segurança das operações também depende da atuação coordenada de todos os profissionais envolvidos na cadeia logística.
“O motorista exerce um papel fundamental, pois está na linha de frente da operação. No entanto, a segurança não depende apenas dele. Gestores, técnicos, expedidores, embarcadores e equipes de apoio precisam estar igualmente capacitados e alinhados quanto aos procedimentos, responsabilidades e protocolos de segurança”, reforça Caixeta.
Além da formação dos motoristas, que inclui cursos obrigatórios como o MOPP, o setor exige uma estrutura operacional robusta, com licenças e autorizações atualizadas, veículos e equipamentos homologados, certificações de fabricação, inspeções periódicas, planos de gerenciamento de riscos e atendimento às normas de trânsito, ambientais, trabalhistas e de transporte. Esse conjunto de exigências consolida o transporte de produtos perigosos como uma atividade altamente técnica, estruturada e permanentemente monitorada.
Caixeta ressalta que o desempenho positivo do setor é consequência direta desse ambiente regulatório rigoroso e do compromisso das empresas com a melhoria contínua.
“O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico justamente pelo elevado nível de regulamentação e controle. Trata-se de uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e aperfeiçoamento dos processos operacionais”, conclui.
No primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará continuidade à sua agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR). O evento técnico reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná. A programação da entidade inclui ainda a realização de um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso on-line sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o país.
Fonte e Foto: Imprensa ABTLP- Divulgação / Marketing SindiFoz.