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publicado em 2026-02-12

Altos custos e novas exigências tornam 2026 um ano decisivo para o transporte rodoviário.

 

Especialistas apontam que planejamento, controle de custos e amadurecimento da gestão serão determinantes para a competitividade das transportadoras.

 

Cenário econômico mais restritivo pressiona empresas, mas tecnologia, ESG e eficiência operacional abrem espaço para crescimento sustentável.

 

Apesar dos gargalos macroeconômicos, tributários e regulatórios, lideranças do setor enxergam oportunidades em tecnologia, ESG e amadurecimento da gestão como caminhos para um crescimento mais sustentável.

O ano de 2026 começa com uma combinação complexa de desafios econômicos e regulatórios que impactam diretamente o desempenho do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Embora os indicadores macroeconômicos sinalizem relativa estabilidade, com projeção de crescimento do PIB em torno de 1,8% e inflação estimada em 4,02%, o fim gradual da desoneração da folha de pagamento, a transição para a reforma tributária e o aumento contínuo dos custos fiscais e operacionais impõem forte pressão às empresas do setor.

A avaliação das lideranças do transporte indica que esse cenário mais restritivo já se reflete no cotidiano das transportadoras, especialmente no fluxo de caixa e na capacidade de planejamento de médio e longo prazo. Para a presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), Ana Jarrouge, os impactos mais imediatos decorrem da inadimplência recorde registrada em 2025, sobretudo nos atrasos recorrentes no pagamento de fretes.

“Além das obrigações fixas, como o IPVA, o primeiro trimestre é historicamente marcado por uma demanda mais baixa. Somado a isso, tivemos um 2025 com níveis elevados de inadimplência, custos adicionais gerados pela adaptação aos novos sistemas tributários e a nova etapa da reoneração da folha, que deve provocar um impacto acumulado de até 3% nos custos, segundo estimativas do DECOPE, da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)”, afirma.

O ambiente regulatório segue como um dos principais pontos de atenção em 2026. As multas aplicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) relacionadas ao cumprimento do piso mínimo do frete aumentaram, ampliando a necessidade de rigor na precificação e na gestão contratual. Paralelamente, persistem incertezas em torno do seguro obrigatório de Responsabilidade Civil do Veículo (RC-V), com dúvidas sobre critérios de fiscalização, exigências regulatórias e disponibilidade de apólices no mercado segurador.

Outro tema que deve ganhar protagonismo ao longo do ano é a PEC 22/2025, que trata da jornada de trabalho e do descanso dos motoristas profissionais. A proposta segue em debate e mobiliza as entidades representativas, que buscam maior segurança jurídica, equilíbrio operacional e previsibilidade para as empresas.

“Será um ano que exigirá planejamento detalhado, atualização constante e conhecimento técnico aprofundado. As empresas precisarão acompanhar as mudanças legais, precificar corretamente todos os impactos e promover uma recomposição tarifária que permita manter a saúde financeira e a capacidade de investimento”, reforça Ana Jarrouge.

Na avaliação de Joyce Bessa, diretora de Estratégia e Gestão da TransJordano e vice-presidente extraordinária da Pauta ESG da NTC&Logística, 2026 marcará um divisor de águas em termos de maturidade da gestão no transporte rodoviário. “O fim da desoneração, a implementação gradual da reforma tributária e a crescente pressão por eficiência tendem a expor fragilidades estruturais. Empresas sem controle rigoroso de custos, processos bem definidos e dados confiáveis enfrentarão mais dificuldades”, destaca.

Segundo a executiva, a preparação deve ser imediata e estratégica, com a realização de simulações tributárias, revisão de contratos comerciais, investimentos em tecnologia de gestão e capacitação de equipes para lidar com um ambiente mais complexo e competitivo.

Apesar do cenário desafiador, o setor também identifica oportunidades relevantes. Programas como o Move Brasil, voltado à renovação da frota com linhas de crédito mais atrativas, podem contribuir para a modernização dos veículos e a redução de custos operacionais no médio prazo. Além disso, a crescente adoção de tecnologias como telemetria, inteligência artificial, big data e analytics vem se consolidando como ferramenta essencial para ganhos de eficiência, segurança e previsibilidade.

A agenda da transição energética também avança, com maior interesse no uso de biometano, GNV e outras alternativas menos poluentes, alinhadas às práticas ESG e às metas de descarbonização. No entanto, especialistas alertam que essa transição exige planejamento técnico, análise de viabilidade econômica e infraestrutura adequada.

A valorização dos profissionais será outro ponto central em 2026. Com a entrada em vigor da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), prevista para maio, que amplia a responsabilidade das empresas sobre saúde mental, gestão de riscos psicossociais e bem-estar dos trabalhadores, a gestão de pessoas ganhará ainda mais relevância estratégica.

“Ambientes hostis, insalubres e lideranças despreparadas deixarão de ser tolerados. A cultura organizacional será determinante para atrair, desenvolver e reter talentos em um setor que já enfrenta escassez de mão de obra qualificada”, pontua Jarrouge.

Joyce Bessa complementa que investir em bem-estar, segurança, capacitação contínua e estrutura adequada deixará de ser um diferencial competitivo e passará a ser um requisito básico de sobrevivência no mercado. “Crescer em 2026 exigirá coerência entre discurso e prática. Empresas que tratam governança, ESG, segurança e pessoas como parte central do negócio tendem a ser mais resilientes, competitivas e atrativas no médio e longo prazo”, finaliza.

 

 

 

 

 

Fonte e Foto: : Revista Kdea 360 – Divulgação / Marketing sindifoz.

 

 

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