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publicado em 2026-03-03

Escalada do petróleo amplia pressão sobre preços de combustíveis.

Diesel registra maior defasagem e setor de transporte pode sentir reflexos nas próximas semanas.

 

Diferença entre preços internos e mercado internacional supera 20% e pode impactar transporte e inflação.

 

Com o agravamento do conflito no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e a retaliação de Teerã, o preço do petróleo no mercado internacional registrou forte alta, chegando a subir 13% e ultrapassando a marca de US$ 82 por barril.

A escalada acelerou a defasagem dos preços da gasolina e do diesel praticados nas refinarias da Petrobras em relação às cotações internacionais, ampliando a pressão por reajustes no mercado interno.

De acordo com Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), na última sexta-feira o preço do diesel nas refinarias da Petrobras estava 12% abaixo do valor internacional, enquanto a gasolina apresentava diferença de 3%. Com a recente disparada do petróleo, essa defasagem se ampliou para 23% no diesel e 17% na gasolina.

Segundo ele, distribuidoras que atuam com produtos importados e refinarias privadas no Brasil já tendem a repassar aumentos, o que pode pressionar os preços ao consumidor final nas próximas semanas.

 

Política de preços sob observação

A Petrobras adota atualmente uma política comercial que considera múltiplos fatores,  como custo alternativo do cliente e valor marginal para a companhia,  e não segue mais automaticamente a paridade internacional de preços (PPI). Diante do cenário de instabilidade geopolítica, a estatal pretende observar o comportamento do barril nas próximas duas semanas antes de avaliar eventuais reajustes. Até o momento, não há indicação oficial de mudança imediata.

Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, destaca que a empresa tem adotado postura mais cautelosa: os aumentos não são repassados de forma automática, enquanto reduções costumam ocorrer com maior agilidade. Segundo ele, é fundamental avaliar se a alta atual será temporária ou estrutural. Caso haja fechamento prolongado do Estreito de Ormuz,  rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo,  os preços internacionais poderão sofrer nova disparada, exigindo revisão nos valores praticados no Brasil.

Após declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre possíveis negociações com o Irã, o petróleo recuou parcialmente, sendo negociado a US$ 79,11 por barril, ainda acumulando alta de 8,55%.

 

Impactos para o Brasil

A pressão mais intensa recai sobre o diesel, combustível essencial para o transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, para toda a cadeia logística nacional. Desde o início de fevereiro, o diesel já apresenta defasagem relevante em relação ao mercado internacional.

O último reajuste promovido pela Petrobras ocorreu em 27 de janeiro, quando houve redução média de 5,2% na gasolina, sem alteração no preço do diesel. O combustível não sofre aumento desde maio de 2025, em um contexto considerado politicamente sensível devido aos impactos diretos na inflação e ao cenário fiscal, além do ambiente pré-eleitoral.

Sérgio Araújo avalia que não há perspectiva de solução imediata para o conflito no Oriente Médio e projeta o barril oscilando em torno de US$ 80 ou um pouco acima. Para o Brasil, grande exportador de petróleo, preços mais elevados favorecem a balança comercial e ampliam a margem das petroleiras nacionais. Por outro lado, elevam o custo dos derivados importados e pressionam o mercado interno.

Atualmente, o Brasil importa aproximadamente 30% do diesel consumido no país e cerca de 10% da gasolina, além de outros derivados. As regiões Norte e Nordeste tendem a sentir de forma mais intensa os impactos, devido à menor capacidade de refino local e maior dependência de importações.

O aumento do diesel preocupa especialmente o setor de transporte rodoviário de cargas, responsável por mais de 60% da movimentação de mercadorias no país. Eventuais reajustes podem impactar o custo do frete, a inflação e, consequentemente, o preço final dos produtos ao consumidor.

A Petrobras informou que acompanha atentamente o cenário internacional, mas não comentou oficialmente sobre possíveis reajustes até o fechamento desta matéria.

 

 

 

 

 

Fonte e Foto: Notícias do Planalto/Diesel/ Marketing SindiFoz./ https://clickpetroleoegas.com.br/

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