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publicado em 2026-03-09
Incerteza sobre nova fase da Ponte da Integração preocupa transporte e autoridades da fronteira.
Autoridades de Presidente Franco cobram informações sobre a terceira etapa da abertura da ligação com Foz do Iguaçu, que pode incluir caminhões carregados e ampliar a circulação na região.
Autoridades de Presidente Franco, no Paraguai, manifestaram preocupação com a falta de informações oficiais sobre o avanço do processo de abertura gradual da Ponte da Integração, que liga o município paraguaio à cidade de Foz do Iguaçu, no Brasil.
Segundo lideranças locais, ainda não houve comunicação formal sobre a realização da reunião da comissão binacional responsável por avaliar as fases já implantadas e discutir a implantação da terceira etapa de liberação da travessia. O encontro estaria previsto para ocorrer na semana passada.
De acordo com representantes do município, a expectativa inicial era de que a nova fase fosse anunciada até o final de março. No entanto, até o momento, não houve confirmação oficial sobre o cronograma.
A ausência de informações dificulta o planejamento das autoridades locais para lidar com o aumento do fluxo de veículos e pessoas na região de fronteira.
Segundo representantes da prefeitura e da Câmara Municipal de Presidente Franco, a comunicação antecipada é fundamental para organizar o trânsito, estruturar serviços públicos e preparar a cidade para o aumento da circulação provocado pela nova ligação internacional.
Atualmente, a Ponte da Integração funciona em regime de abertura gradual. Na primeira fase, foi autorizada apenas a passagem de caminhões de grande porte vazios durante a madrugada, entre 22h e 5h.
Desde 29 de janeiro está em vigor a segunda etapa, que permite a circulação de ônibus turísticos entre 19h e 7h, se transportarem grupos previamente cadastrados e não permanecerem na região após a travessia.
A expectativa do setor de transporte e logística é que a terceira fase permita a circulação de caminhões carregados, o que poderá representar um avanço importante para o transporte internacional de cargas na região.
A ampliação da operação da ponte também é vista como estratégica para reduzir a pressão sobre a Ponte da Amizade, atualmente principal ligação entre Brasil e Paraguai na região e responsável por um intenso fluxo diário de veículos leves, ônibus e caminhões.
Com aproximadamente 760 metros de extensão, a Ponte da Integração foi construída para fortalecer a logística entre os dois países e melhorar a mobilidade na fronteira.
Além do transporte de cargas, autoridades paraguaias também defendem que a próxima fase inclua a liberação do turismo entre os dois países pela nova travessia.
A medida pode contribuir para o desenvolvimento econômico de Alto Paraná e ampliar a integração entre as cidades da região de fronteira.
Enquanto aguardam definições oficiais, lideranças municipais e representantes do setor produtivo seguem cobrando maior transparência sobre o cronograma de liberação das próximas etapas da Ponte da Integração.
Fonte: Portal da Cidade/ Marketing SindiFoz.