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publicado em 2026-03-13
IPCA avança em fevereiro, mas inflação anual segue abaixo de 4%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,70% em fevereiro, acima da variação de 0,33% observada em janeiro. Trata-se do maior resultado para o mês desde fevereiro de 2025, quando o índice havia alcançado 1,31%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado do ano, o IPCA soma 1,03%, enquanto nos últimos 12 meses a inflação ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. O resultado permanece na meta de inflação estabelecida pelo governo federal, cujo centro é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O grupo Educação apresentou a maior variação entre os nove grupos pesquisados, com alta de 5,21%, influenciada principalmente pelos reajustes anuais das mensalidades escolares e de cursos, tradicionalmente aplicados no início do ano letivo.
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, a pressão do setor educacional foi determinante para o resultado do mês.
“Em fevereiro do ano passado, o IPCA de 1,31% teve forte pressão do grupo Habitação, especialmente da energia elétrica por causa do fim do Bônus de Itaipu. Em 2026, esse fator não ocorreu, e a principal influência veio da Educação”, explicou.
O grupo respondeu por cerca de 44% da inflação de fevereiro. Dentro dele, o maior impacto veio dos cursos regulares, que subiram 6,2%.
Entre os principais reajustes estão:
Ensino médio: 8,19%
Ensino fundamental: 8,11%
Pré-escola: 7,48%
O grupo Alimentação e Bebidas registrou variação de 0,26% em fevereiro, ligeiramente acima dos 0,23% de janeiro, mas com desaceleração em relação ao mesmo mês de 2025.
A alimentação no domicílio subiu 0,23%, influenciada principalmente por:
açaí (25,29%)
feijão carioca (11,73%)
ovo de galinha (4,55%)
carnes (0,58%)
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preços, como:
frutas (-2,78%)
óleo de soja (-2,62%)
arroz (-2,36%)
café moído (-1,20%)
De acordo com o IBGE, o arroz acumula queda de 27,86% nos últimos 12 meses, reflexo da maior oferta do cereal no mercado.
Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,34%, frente a 0,55% em janeiro.
O grupo Transportes também teve impacto relevante na inflação do mês. Entre os principais aumentos estão:
passagens aéreas (11,4%)
seguro voluntário de veículos (5,62%)
conserto de automóvel (1,22%)
ônibus urbano (1,14%)
Nos combustíveis, o índice apresentou queda média de 0,47%, puxada principalmente pela redução no preço da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).
Por outro lado, houve aumento no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%), combustível essencial para o transporte rodoviário de cargas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede a inflação para famílias de menor renda, registrou alta de 0,56% em fevereiro, resultado 0,17 ponto percentual acima do observado em janeiro (0,39%).
No acumulado do ano, o INPC soma 0,95%, enquanto em 12 meses o índice ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% registrados no período anterior.
Segundo o IBGE, os produtos alimentícios passaram de 0,14% em janeiro para 0,26% em fevereiro, enquanto os itens não alimentícios aceleraram de 0,47% para 0,66% no mesmo período.
Fonte e Foto: Diário do Comércio- divulgação/ Marketing sindifoz.