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publicado em 2026-03-16

Transporte pressiona por prioridade logística na Ponte da Integração.

Entidades apontam risco de colapso logístico e cobram operação prioritária para caminhões.

 

 

Decisão sobre circulação de veículos pode impactar comércio internacional e condições de trabalho de caminhoneiros.

 

O setor de transporte rodoviário de cargas voltou a manifestar preocupação com a operação da Ponte da Integração Brasil–Paraguai, em Foz do Iguaçu. Em reunião realizada nesta segunda-feira (16), representantes sindicais e entidades do setor discutiram os impactos da possível liberação de veículos leves na estrutura, considerada estratégica para a logística internacional.

Durante o encontro, também foi debatida a regulamentação do transporte internacional, incluindo a atuação dos chamados “caminhõezinhos”. A Receita Federal solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o adiamento do prazo para início das novas regras, evitando, atualmente, paralisações no setor. O Paraguai terá até o dia 30 de abril para concluir o processo de regulamentação. Após esse prazo, apenas empresas e veículos devidamente regularizados poderão operar.

As entidades reforçam que a Ponte da Integração foi projetada com foco no transporte de cargas, com o objetivo de desafogar a Ponte da Amizade e melhorar o fluxo logístico entre Brasil e Paraguai. Financiada pela Itaipu Binacional, a obra é considerada fundamental para o escoamento da produção e fortalecimento do comércio regional.

Na avaliação do setor, a liberação de veículos leves pode comprometer a eficiência da ponte, aumentar congestionamentos e agravar as condições enfrentadas pelos caminhoneiros. Atualmente, motoristas já enfrentam longos períodos de espera, muitas vezes sem acesso a estrutura adequada para descanso, alimentação e higiene.

Outro ponto crítico é a falta de infraestrutura no lado paraguaio, especialmente a ausência da ponte sobre o Rio Monday, considerada essencial para dar vazão ao fluxo de veículos pesados.

Diante desse cenário, as entidades defendem que, até a conclusão das obras complementares, a Ponte da Integração opere das 7h às 19h exclusivamente para o transporte de cargas. Caso contrário, não está descartada a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado.

A Receita Federal informou que a definição sobre a operação da ponte segue em discussão na Comissão Mista Brasil–Paraguai, vinculada aos Ministérios das Relações Exteriores dos dois países.

O setor ressalta que decisões sobre a utilização da ponte devem priorizar a logística e o impacto econômico, considerando a importância do transporte rodoviário para o abastecimento e o comércio internacional.

 

Fonte e Foto: Marketing SindiFoz

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