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publicado em 2026-04-14

CNT reforça necessidade de base técnica para avanço do biodiesel no diesel.

Entidade defende testes rigorosos, melhorias estruturais e segurança operacional no transporte.

 

 

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) defendeu cautela técnica e a implementação de melhorias estruturais para garantir a qualidade do biodiesel antes de qualquer avanço no aumento de sua mistura ao diesel. A posição foi apresentada durante o evento Conexão Rodovias, realizado pela Fecombustíveis na última quinta-feira (9), em Brasília.

Representando a entidade, a gerente executiva ambiental da CNT, Erica Marcos, participou do painel “Biodiesel: dores, desafios e possíveis soluções”, que reuniu lideranças do setor de combustíveis, empresários e representantes de entidades para discutir temas estratégicos relacionados à operação nas rodovias.

 

 

Durante o debate, a CNT destacou que o aumento do teor de biodiesel deve ser conduzido com base em critérios técnicos rigorosos e com responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia produtiva. A entidade reforçou ser fundamental garantir a estabilidade e a qualidade do combustível até o usuário final,  os transportadores,  diretamente impactados pelo desempenho do insumo.

Segundo Erica Marcos, “é essencial que o avanço do teor de biodiesel ocorra gradualmente, com base técnica e previsibilidade, evitando impactos negativos e assegurando que o combustível chegue com qualidade ao transportador”. Ela ressaltou ainda a importância de equilibrar as metas de descarbonização com a segurança operacional do transporte rodoviário.

A Confederação também apontou a necessidade de soluções estruturais prévias, como a ampliação da capacidade de refino e a melhoria da infraestrutura logística, visando encurtar as cadeias de distribuição. Isso se torna ainda mais relevante diante das características físico-químicas do biodiesel, que exigem maior controle de armazenamento e transporte para evitar degradação, contaminação e problemas como a formação de borras.

Entre as alternativas discutidas, está a possibilidade de realização da mistura do biodiesel ao diesel diretamente nas refinarias, em substituição ao modelo atual, concentrado nas bases distribuidoras. A medida poderia ampliar o controle de qualidade e reduzir riscos operacionais ao longo da cadeia.

A CNT também destacou que o aumento do teor de biodiesel deve respeitar as validações técnicas e os testes previstos na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). A legislação estabelece diretrizes para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, com metas progressivas de descarbonização, além de mecanismos de monitoramento da qualidade dos combustíveis.

Atualmente, o Brasil já opera com percentuais elevados de mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, e há discussões no governo federal e no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre novos aumentos graduais desse teor nos próximos anos. O setor de transporte, no entanto, alerta que qualquer avanço deve considerar impactos como aumento de custos, manutenção de veículos e possíveis falhas mecânicas associadas à qualidade do combustível.

Base técnica orienta debate sobre combustíveis de baixo carbono

A atuação da CNT nesse tema é respaldada por estudos técnicos que analisam alternativas energéticas para o transporte rodoviário. Na publicação “Diesel Verde: uma opção de baixo carbono para caminhões e ônibus rodoviários”, da série Energia no Transporte, a entidade destaca o potencial do diesel renovável como alternativa mais estável ao biodiesel.

Produzido a partir de biomassa ou resíduos, o diesel verde possui estrutura química semelhante à do diesel fóssil, o que permite sua utilização em veículos pesados sem necessidade de adaptações nos motores,  uma vantagem significativa em termos operacionais.

O estudo também aponta ganhos de eficiência na combustão e redução na emissão de poluentes, como material particulado e gases de efeito estufa. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que a oferta global de diesel renovável atingiu 13,3 bilhões de litros em 2022, representando cerca de 8% do consumo mundial de biocombustíveis, com tendência de crescimento acelerado.

Apesar do potencial, o material ressalta desafios importantes para a expansão dessas alternativas no Brasil, como o custo de produção ainda elevado, a necessidade de incentivos regulatórios e a ampliação da capacidade industrial.

Nesse contexto, a CNT reforça que a transição energética no transporte rodoviário deve ocorrer de forma planejada, equilibrando sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e segurança operacional. A entidade defende que políticas públicas e decisões regulatórias sejam baseadas em evidências técnicas, garantindo previsibilidade ao setor e evitando impactos negativos na atividade transportadora.

Ao final do encontro, o Sistema Transporte, em conjunto com entidades dos setores de combustíveis e logística, reiterou a importância da manutenção do rigor técnico nos testes e validações para qualquer avanço no percentual de biodiesel adicionado ao diesel, reforçando a necessidade de diálogo contínuo entre governo e iniciativa privada.

 

Veja a nota que o Sistema Transporte assinou, com entidades dos setores de combustíveis e logística, defendendo a manutenção do rigor técnico nos testes para o aumento da mistura de biodiesel no diesel.

 

Fonte e Foto: Agência CNT Transporte Atual / Marketing SindiFoz.

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