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publicado em 2026-04-15
Safra 2025/26 deve ser a maior da história, aponta Conab.
Produção estimada em 356 milhões de toneladas amplia demanda por transporte e infraestrutura no escoamento.
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, segundo o 7º Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. Caso o volume se confirme, o resultado representará um novo recorde histórico para o país.
O montante estimado indica crescimento de 4,1 milhões de toneladas em relação à safra 2024/25 e avanço de 2,9 milhões de toneladas frente ao levantamento anterior, publicado no mês passado. O desempenho reforça a posição do Brasil como um dos principais produtores globais de alimentos.
A área plantada também apresenta expansão, com aumento de 2%, totalizando 83,3 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional deve registrar leve recuo de 0,8%, passando de 4.310 quilos por hectare na safra passada para 4.276 quilos por hectare no ciclo atual. Ainda assim, o índice configura o segundo melhor resultado da série histórica da Conab.
Principal cultura agrícola do país, a soja deve alcançar uma produção recorde de 179,2 milhões de toneladas. A melhora nas condições climáticas em março favoreceu o avanço da colheita, que já atinge 85,7% da área plantada. Mesmo com desempenhos regionais abaixo do ciclo anterior, a produtividade média nacional da oleaginosa é a maior já registrada, estimada em 3.696 quilos por hectare.
Para o milho, segunda cultura mais relevante, a expectativa é de produção total de 139,6 milhões de toneladas, uma leve queda de 1,1% em relação à safra anterior. A primeira safra apresenta crescimento, com produção estimada em 28 milhões de toneladas, impulsionada pela ampliação da área cultivada para 4,1 milhões de hectares. Já a segunda safra, responsável pela maior parte do volume, deve atingir 109,1 milhões de toneladas, com recuo de 3,6%. A semeadura dessa etapa está em fase final, com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento.
Entre as culturas que apresentam retração, o arroz deve registrar produção de 11,1 milhões de toneladas, redução de 12,9% em comparação ao ciclo anterior. O resultado reflete principalmente a diminuição de 13,1% na área plantada, além de condições climáticas menos favoráveis em algumas regiões. A colheita avança nos principais estados produtores, com destaque para Rio Grande do Sul (72%), Santa Catarina (93%) e Tocantins (52%).
O feijão também deve apresentar queda, com produção estimada em 2,9 milhões de toneladas (-5,2%). Apesar da retração, o volume é considerado suficiente para atender à demanda interna.
Já o algodão tem expectativa de produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma, redução de 5,8% frente à safra anterior, influenciada pela diminuição de 2,1% na área cultivada. Ainda assim, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.
No mercado, a Conab revisou as projeções para o estoque final de milho, estimado em 12,8 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027. As exportações devem atingir 46,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno foi ajustado para 96,5 milhões de toneladas.
O aumento da produção de grãos também tende a pressionar a demanda por infraestrutura logística no país, especialmente no transporte rodoviário e ferroviário. O escoamento da safra deve intensificar o fluxo de cargas em corredores estratégicos, elevando a importância de investimentos em armazenagem, portos e estradas para evitar gargalos e reduzir custos operacionais.
As informações completas estão disponíveis no 7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no portal da Conab.
E-book_Boletim de Safras - 7º levantamento_2026.pdf
Site_PREVISAO_DE_SAFRA-POR_PRODUTO-ABR-2026.xlsx — 960 KB
Fonte e Foto: Bem Paraná | Agência Brasil / Marketing SindiFoz.