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publicado em 2026-04-23

Transporte de material radioativo exige máxima segurança no Brasil.

 

Regras rígidas, fiscalização e protocolos de emergência garantem controle total das operações.

 

 

O transporte de materiais radioativos voltou ao centro do debate público após a repercussão da série “Emergência Radioativa”, da Netflix, que revisita o Acidente radiológico de Goiânia, considerado um dos mais graves do mundo. O episódio resultou em quatro mortes diretas, centenas de pessoas contaminadas e milhares impactadas, após a exposição ao Césio-137, tornando-se um marco na forma como o Brasil passou a tratar o controle, o manuseio e o transporte de substâncias perigosas.

O acidente ocorreu um ano antes da publicação do Decreto nº 96.044/1988, que estabeleceu diretrizes mais claras para o transporte de produtos perigosos no país. A partir desse marco, o Brasil iniciou a construção de um arcabouço regulatório mais robusto, com normas técnicas e exigências operacionais voltadas à mitigação de riscos e ao aumento da segurança.

Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), a atividade é hoje altamente estruturada e fiscalizada. “O transporte de produtos radioativos é rigidamente controlado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que estabelece normas específicas para garantir a segurança. Trata-se de uma operação especializada, que exige cumprimento técnico em todas as etapas e integração com regras de outros órgãos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, afirma.

Atualmente, o modelo operacional envolve uma série de critérios técnicos rigorosos, incluindo classificação adequada dos materiais conforme seu nível de risco, embalagens certificadas internacionalmente, rotulagem padronizada, rastreabilidade da carga e definição prévia de rotas e planos de emergência. Além disso, veículos e motoristas precisam atender a exigências específicas, como capacitação em cursos especializados (como o MOPP – Movimentação Operacional de Produtos Perigosos) e uso de equipamentos de segurança.

Outro ponto fundamental é a obrigatoriedade de planos de resposta a emergências, que envolvem desde a transportadora até órgãos públicos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e autoridades ambientais. Esses protocolos são periodicamente testados por meio de simulados, reforçando a capacidade de resposta em situações críticas.

“O episódio em Goiânia evidenciou, de forma dramática, os riscos associados à falta de controle, informação e preparo técnico no manuseio de substâncias perigosas. Hoje, esse aprendizado se traduz em normas mais rígidas e em uma cultura de segurança mais consolidada”, destaca Leal.

No Brasil, materiais radioativos são amplamente utilizados em setores estratégicos. Na área da saúde, estão presentes em exames de diagnóstico por imagem, como cintilografias, e em tratamentos como a radioterapia no combate ao câncer. Na indústria, são empregados em medição de densidade, controle de qualidade, inspeção de soldas e esterilização de produtos. Já na pesquisa e na agricultura, contribuem para o desenvolvimento científico, melhoramento genético e controle de pragas.

O país também segue diretrizes internacionais, como as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que orientam padrões globais para o transporte seguro desses materiais, reforçando a integração do Brasil com boas práticas internacionais.

Entidades como a ABTLP desempenham papel relevante na consolidação de um ambiente operacional mais seguro, promovendo a integração entre os diversos agentes da cadeia logística e o alinhamento contínuo com as exigências regulatórias. Essa atuação contribui para fortalecer a governança, a transparência e a previsibilidade das operações.

Leal ressalta que o aprimoramento é contínuo. “A ABTLP promove a conscientização por meio de treinamentos, simulados e disseminação de boas práticas, além de atuar de forma integrada com órgãos reguladores, como a ANTT, no aperfeiçoamento das normas. Nosso foco é fortalecer a cultura de segurança e a corresponsabilidade em toda a cadeia do transporte de produtos perigosos, envolvendo empresas, motoristas, embarcadores e demais agentes”, conclui.

 

 

 

 

 

Fonte e Foto: ABTLP – imprensa / Marketing SindiFoz.

 

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