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publicado em 2026-04-24

Explosão de novos negócios transforma a logística brasileira em 2026.

 

 Mais de 168 mil empresas abertas refletem avanço do e-commerce e novas dinâmicas de distribuiçãoinâmicas de distribuição.

 

 

O setor de logística brasileiro registrou a abertura de mais de 168 mil empresas no primeiro trimestre de 2026, um crescimento expressivo de 62% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são de um levantamento da EmpresAqui e refletem a expansão contínua da atividade logística no país, impulsionada principalmente pelo comércio eletrônico e pela descentralização das operações de transporte.

Com esse avanço, o Brasil já soma mais de 1,5 milhão de empresas ativas no segmento. Parte significativa desse total, no entanto, ainda se encontra em fase inicial de estruturação operacional, o que reforça o caráter dinâmico e em constante renovação do setor.

Segundo o estudo, cerca de 70% das empresas têm menos de quatro anos de existência. O maior grupo é formado por negócios com até um ano de vida (404,9 mil), seguido por empresas com cinco a dez anos (274,8 mil). Para a EmpresAqui, essa distribuição etária indica um mercado com baixa maturidade média, alta entrada de novos operadores e forte rotatividade empresarial.

Crescimento puxado por entregas e transporte urbano

A análise considerou empresas formalizadas entre 1º de janeiro e 14 de março de 2024, 2025 e 2026. Entre os principais segmentos (CNAEs), destacam-se:

  • Serviços de malote não realizados pelo correio nacional
  • Transporte rodoviário de carga municipal
  • Serviços de entrega rápida (last mile)
  • Transporte de carga intermunicipal, interestadual e internacional

O transporte municipal liderou as aberturas em 2024, com 26,4 mil novos CNPJs. Já nos anos seguintes, os serviços de malote assumiram a liderança, registrando crescimento de 194% no volume de novas empresas.

Esse avanço está diretamente ligado a transformações estruturais da logística brasileira. Entre os fatores estão a expansão acelerada do e-commerce, a demanda por entregas mais rápidas e a ampliação de soluções descentralizadas. Outro ponto relevante é a lacuna operacional deixada pelos Correios, que enfrentam dificuldades financeiras, com prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, abrindo espaço para operadores privados.

Além disso, o avanço tecnológico, com o uso de aplicativos de gestão, roteirização e marketplaces logísticos, tem reduzido barreiras de entrada e facilitado a atuação de pequenos empreendedores.

MEIs dominam o setor logístico

Os microempreendedores individuais (MEIs) são os principais responsáveis pelo crescimento do setor. Atualmente, cerca de 74% das empresas logísticas ativas no Brasil estão enquadradas nessa categoria.

Entre os negócios abertos em 2026, esse percentual sobe para 96%, evidenciando um mercado altamente pulverizado, com forte presença de operadores autônomos e pequenas estruturas empresariais.

Além disso, mais de 1,3 milhão de empresas optam pelo regime do Simples Nacional, representando 85,2% do total. Em contrapartida, apenas 3,4% estão enquadradas em regimes mais complexos, como Lucro Presumido e Lucro Real.

Essa configuração revela um setor de baixa complexidade tributária e societária, com facilidade de entrada, mas que também enfrenta desafios relacionados à profissionalização, escala e competitividade.

Perfil dos empreendedores e distribuição regional

O levantamento também traça o perfil dos empresários do setor. Na base total, a maioria dos sócios tem entre 31 e 60 anos, representando cerca de 70% dos empreendedores.

No entanto, há uma mudança em curso: em 2026, a abertura de novas empresas foi liderada por empreendedores mais jovens, entre 21 e 50 anos. Apenas na faixa de 31 a 40 anos, mais de 1,9 mil empresas foram abertas no primeiro trimestre.

Geograficamente, o estado de São Paulo lidera com mais de 53 mil novos CNPJs no período, concentrando cerca de 34% do total de empresas do setor. Minas Gerais, por sua vez, apresentou o maior crescimento relativo, com alta de 239% em comparação com 2024.

Embora o Sudeste continue sendo o principal polo logístico do país, o crescimento em estados fora do eixo tradicional indica uma expansão mais distribuída das atividades, acompanhando o avanço do consumo e da infraestrutura em outras regiões.

Alta mortalidade preocupa o setor

Apesar do forte ritmo de abertura, a taxa de mortalidade das empresas de logística segue elevada. Cerca de 41% dos negócios criados em 2024 já encerraram as atividades, enquanto, entre os abertos em 2025, esse índice chega a 35%.

Em comparação, dados do IBGE mostram que 79,6% das empresas empregadoras criadas em 2022 permaneceram ativas após o primeiro ano,  o que representa uma taxa de mortalidade de 20,4%.

Os números indicam que o setor logístico enfrenta desafios adicionais, como margens reduzidas, alta concorrência, custos operacionais elevados (combustível, manutenção e mão de obra) e dificuldade de acesso a crédito e tecnologia.

Especialistas apontam que, apesar da facilidade de entrada, a sustentabilidade dos negócios depende cada vez mais de gestão eficiente, uso de tecnologia, formalização de processos e capacidade de adaptação às demandas do mercado.

 

 

Fonte e Foto:  Mundo Logística – Shutterstock / marketing sindifoz.

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